A percepção do universo captada pela ordinária visão de um jornalista terráqueo

quarta-feira, 19 de março de 2008

You Tube – noite em desvario

Vou aproveitar mais uma vez o fenômeno audiovisual contemporâneo - You Tube - para publicar um post.

Na sexta-feira passada, cheguei cansado do trabalho e resolvi não sair – diferente das costumeiras depauperadas noites deste afortunado dia, geralmente sedentas por um bom e saudoso “papo” com os amigos. Fiquei em casa, portanto, tomando uma cervejinha e fuçando no You Tube com minha noiva, meu cunhado e sua namorada.

É incrível a quantidade de coisas fantásticas que é possível encontrar no compartilhador. Assistimos vários vídeos, alguns extraordinários outros nem tanto. Mas foram três vídeos - novos para mim - de nichos totalmente diferentes que assisti nesta ocasião e que gostaria de compartir aqui no JT.

O primeiro é um vídeo de esporte, mostrando cenas de um cara fabuloso, de habilidades extraordinárias que refletem o vértice da superação e do exemplo. Pasme com Og de Souza, brasileiro de Olinda que conquistou o mundo andando de skate, mesmo tendo as pernas atrofiadas. Parece surreal? Então veja:



O segundo é um vídeo publicidade da cerveja australiana Carlton Draught, criado pela agência George Patterson entre 2004 e 2005. O comercial surpreende pela megalomania e pela criatividade.



O terceiro e último, mas não menos interessante, é um trecho extraído do programa do SBT “Aprendendo sobre Sexo” - inspirado no americano Talking about Sex -, com a embaraçosa apresentação de Carla Cecarello. Aproveito, também, para oferecer esse vídeo como homenagem aos políticos corruptos. Acho que cai bem!

quinta-feira, 6 de março de 2008

Grande Salomão Ésper!

Hoje pela manhã na rádio Bandeirantes: "O Hugo Cháves está igual ao MST: a solução resolve o problema, mas o problema rende mais que a solução".

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

GTEC

Emprego novo! Agora é definitivo. Estou fixo na GTEC. Quem tiver o interesse de conhecer um pouco do meu novo ambiente profissional, entre aqui.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O tempo, de fato, mexe com o mundo

Eu fico impressionado como hoje a democracia da informação proporcionada pela revolução tecnológica pode mexer com o mundo, criar novos conceitos e quebrar paradigmas milenares. E isso pode ser facilmente exergado no sistema de saúde contemporâneo.

O que me motiva a escrever sobre esse assunto é a condição de saúde que me encontro ultimamente e o batalhão de médicos que tenho visitado. Não, não tenho nenhuma enfermidade grave, graças a Deus. O meu problema demonstra características estritamente psicológicas, devido às grandes e fortes mudanças que se aproximam de mim - leia-se: meu casamento e a emancipação tardia, com 25 anos.

Enfim, vinha sentindo algumas tonturas, fiz um check-up no final do ano passado que não acusou nada (a não ser uma taxinha de ácido úrico um pouco elevada, que não é nada demais). Este ano estou freqüentando o acupunturista. Tenho também um probleminha no ombro esquerdo, que, às vezes, sai do lugar, o que me fez procurar alguns ortopedistas e que, por suas vezes, me aconselharam a colocação de alguns pinos. Também tive algumas sessões de fisioterapia que andei fazendo devido uma tendinitezinha no joelho esquerdo e, para finalizar, o meu tratamento ortodôntico que me parece uma novela sem fim e que promete uma cirurgiazinha para consertar a mordida – nada que a serragem dos dois lados do maxilar mais duas placas de titânio não resolva. Moral da história: duas cirurgias programadas, tentar ficar mais tranquilo com relação às mudanças, a necessidade de perder uns quilinhos para ficar mais saudável e a proibição alimentar de grãos e frutos do mar, ou seja, nada demais.

Mas não é exatamente sobre a minha condição que eu quero falar. É sobre a condição do sistema de saúde atual e como os novos tempos e as novas tecnologias conseguiram transformar significativamente este ramo. Há algum tempo tive a oportunidade de ouvir especialistas falando sobre o futuro da saúde em uma conferência quando ainda trabalhava para uma revista do segmento. Naquela oportunidade aprendi bastante; atualmente pude sentir na pele como funciona.

Passou-se o tempo em que o médico era aquele que atendia a família inteira, desde o avô até o recém-nascido bisneto, e carregava, dentro de sua maleta ao lado do estetoscópio, do xarope e da seringa, a verdade absoluta. Os tempos são outros, e, junto com os tempos, veio a tecnologia, que, por sua vez, trouxe os novos conceitos, os novos comportamentos, os novos sistemas. Logicamente, essa tecnologia não influencia e atua de forma única e exclusiva na área da saúde, mas nela pode-se ilustrar bem a idéia desses novos tempos.

A tecnologia da informação talvez seja a maior responsável pela revolução que pode ser observada hoje no sistema de saúde e, indubitavelmente, é a principal responsável pela idéia proposta no parágrafo acima, que acaba com o conceito do “médico família”, ou do “médico dono da verdade”, ou, até, do “médico santo”, cujo qual emite a voz de Deus.

O acesso à informação, através da internet e seus meios, possibilitou a transformação do paciente leigo. Antigamente ele chegava para uma consulta sem ter idéia do que estava acontecendo. Hoje já vai bem informado sobre seu problema ou patologia, podendo, assim, questionar e escolher a melhor forma de ser tratado.

Dessa forma, o pilar principal dessa mudança radical passa a ser o paciente, ou melhor, o usuário, pois ele é o grande pagador do sistema de saúde, quer através do plano ou através dos impostos. Torna-se, então, ultrapassada a idéia de que o tratamento da saúde é algum tipo de caridade ou algo dado, oferecido, e as pessoas passam a ser consumidoras de saúde.

A partir desta premissa, o termo “paciente” também entra em xeque, pois, como dizem por aí, “paciente é o último que fala e o primeiro que toma injeção”, perfil totalemente diferente dos novos usuários de saúde.

Entretanto, é bom lembrar que tudo isso ainda é uma constatação controversa e complexa. Acho importante levar em consideração as palavras de advertência de Antônio Jorge Kropf, diretor técnico do Grupo Amil, sobre a suposta nova era do sistema de saúde: “Precisamos abrir um diálogo sobre essa questão, que é complexa, porque é necessário separar direito de consumidor e direito de cidadão, que são coisas muitas vezes conflitantes no sistema de saúde, e esse é um grande desafio”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Como eu queria ter escrito isso

Mano, sabe quando a gente admira tanto uma coisa, uma obra, uma arte, que faz a gente pensar assim: "Putz, como eu queria ter sido o autor dessa obra". Ou "como eu queria ter escrito isso ou pintado aquilo ou ter tido aquela inspiração". Sabe?

Então, é exatamente o que eu penso toda vez que eu leio essa maravilha de soneto escrito por Vicente de Carvalho, chamado Esperança, e que eu tenho agora o maior prazer de compartilhar com vocês (principalmente com os que ainda não o conhecem).

ESPERANÇA

Só a leve esperança em toda a vida
disfarça a pena de viver, mais nada;
nem é mais a existência resumida
que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa que sonhamos
toda arriada de dourados pomos

existe sim; mas nós não a encontramos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.

Que maravilha! Como eu queria ter escrito isso.

Caminhando...

Escrevo aqui da TV WEB Ser Serasa. É, algumas coisas estão acontecendo. Sei que ainda estou em falta com as atualizações do blog, pois meu grande parceiro Motherfuckinman já reclamou. Mas, tudo bem. Não adianta dar um passo maior que a perna, embora minhas necessidades básicas estejam caminhando a médios (para longos) passos, graças a Deus.

Já estamos em fevereiro e ainda não terminei o primeiro dos meus 12 livros do ano. Ou seja, estou ficando acumulado para todos os lados. Mas, quer saber, foda-se. Ao menos tenho bastante coisa pra fazer.

Ontem participei de um programa com transmissão ao vivo via satélite e via web com a GTEC lá em Cotia. Bacana, puta experiência e contato. Conheci um cara firmeza, da WTV. Pode render frutos.

Enfim, semana bem ocupada, graças a Deus (mais uma vez). Até por isso não te liguei para aquela nossa atividade terrorista em Cú-batão (que me perdoem pela expressão seus inócuos cidadãos), Motherfuckinman.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

2008

Feliz ano novo, adeus ano velho! 2007 foi um ano bom. Salvo alguns momentos de desmotivação profissional, acredito que, no saldo final, muitas coisas importantes acabaram acontecendo neste ano. Destaco, principalmente, o início da minha jornada frente ao ativismo ecológico, o ingresso na pós-graduação de Criação de Imagem e Som e os primeiros passos na organização da minha festa de casamento (decisão, esta, tomada em 2006 e que hoje se encontra a menos de quatro meses da solene data).

Acho que nunca havia mencionado meu casamento aqui no JT. Orgulho-me muito de ter tomado essa decisão e amo muito a minha noiva. Esse acontecimento, ou melhor, essa união faz de 2008 um ano diferentemente especial, que já começa com uma expectativa fantástica e com uma motivação que atropela as condições. Se você me perguntar se eu já estou podendo sustentar uma casa e uma família, eu vou responder claramente para você que não. Não tenho condições nenhuma. Ainda. Agora, pergunto para mim mesmo: O que seria da vida se ela fosse desprovida de riscos e emoções, de erros e acertos, de buscas e evoluções? Não sei, só sei que não soa como vida. Mas eu conheço um ditado que, para esse caso, soa bem: “quando a água bate na bunda ...”

Bom, de volta das excelentes férias que passei com os meus pais, em que tive a oportunidade de conhecer um pouquinho do velho continente e o tanto de história que está alicerçado em sua evolução (em breve um post especialmente dedicado a essa viagem), venho, por meio deste texto e totalmente influenciado pelo mestre dos blogs Alexandre Inagaki, traçar as minhas metas para o próspero e venturoso 2008, com a esperança de que, em 2009, o balanço dessas metas seja positivo.

1 – A primeira e mais importante meta para o ano novo é, indubitavelmente, sustentar a casa que, em menos de quatro meses, estarei dividindo com a minha digníssima esposa. Eu sei que muitos ao lerem essa parte do texto ficarão preocupados comigo, mesmo porque esse blog quando pouco visitado é visitado por amigos, mas a verdade é que ainda não sei como farei para ganhar 1 real no final deste mês. Em maio a água sanitária estará transbordando.

2 – Praticar mais esportes e cuidar melhor da saúde. Acredito que essa seja uma meta meio que universal e comum em pensamentos de festas de reveillon. Tipo, hoje eu afundo o pé na jaca e amanhã eu começo uma vida nova. Dos últimos anos pra cá, tenho feito esta promessa de reveillon todo ano, embora ela sempre se reverta ao contrário. Espero que pelo menos publicando isso aqui no JT eu consiga algum resultado.

3 – Assim como uma das metas de Inagaki, acredito que seja de extrema importância que eu tenha mais organização pessoal para conseguir tocar meus projetos. Enquanto se está jogado no mercado de trabalho sem emprego fixo, a autodisciplina é fundamental para que seja possível encarar o dia-a-dia profissionalmente.

4 – Conseguir realizar o meu projeto de TCC da pós-graduação junto ao ativismo ecológico. Esse trabalho que eu já venho desenvolvendo desde o ano passado consiste em como criar a sua própria web TV e como ela pode se tornar uma importante ferramenta na conciliação do seu trabalho com a sua ideologia.

5 – Ler pelo menos doze livros este ano. No ano passado eu acho que eu li um livro a cada dois meses, média pífia para um jornalista. Agora, um livro por mês, apesar de ainda ser um número modesto, eu posso cumprir tranquilamente e ficar mais afiado na leitura para buscar uma média mais ousada em 2009, embora, para o ano, eu nem ouse os 25 de Inagaki.

6 – Tornar esse blog um espaço mais aprazível, cotidiano e visitável.

7 – Usar mais a minha filmadora digital. Filmar mais, editar mais, entrevistar mais, produzir mais vídeo-reportagens e permear mais pelos campos e possibilidades do audiovisual.