A percepção do universo captada pela ordinária visão de um jornalista terráqueo

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Caminhando...

Escrevo aqui da TV WEB Ser Serasa. É, algumas coisas estão acontecendo. Sei que ainda estou em falta com as atualizações do blog, pois meu grande parceiro Motherfuckinman já reclamou. Mas, tudo bem. Não adianta dar um passo maior que a perna, embora minhas necessidades básicas estejam caminhando a médios (para longos) passos, graças a Deus.

Já estamos em fevereiro e ainda não terminei o primeiro dos meus 12 livros do ano. Ou seja, estou ficando acumulado para todos os lados. Mas, quer saber, foda-se. Ao menos tenho bastante coisa pra fazer.

Ontem participei de um programa com transmissão ao vivo via satélite e via web com a GTEC lá em Cotia. Bacana, puta experiência e contato. Conheci um cara firmeza, da WTV. Pode render frutos.

Enfim, semana bem ocupada, graças a Deus (mais uma vez). Até por isso não te liguei para aquela nossa atividade terrorista em Cú-batão (que me perdoem pela expressão seus inócuos cidadãos), Motherfuckinman.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

2008

Feliz ano novo, adeus ano velho! 2007 foi um ano bom. Salvo alguns momentos de desmotivação profissional, acredito que, no saldo final, muitas coisas importantes acabaram acontecendo neste ano. Destaco, principalmente, o início da minha jornada frente ao ativismo ecológico, o ingresso na pós-graduação de Criação de Imagem e Som e os primeiros passos na organização da minha festa de casamento (decisão, esta, tomada em 2006 e que hoje se encontra a menos de quatro meses da solene data).

Acho que nunca havia mencionado meu casamento aqui no JT. Orgulho-me muito de ter tomado essa decisão e amo muito a minha noiva. Esse acontecimento, ou melhor, essa união faz de 2008 um ano diferentemente especial, que já começa com uma expectativa fantástica e com uma motivação que atropela as condições. Se você me perguntar se eu já estou podendo sustentar uma casa e uma família, eu vou responder claramente para você que não. Não tenho condições nenhuma. Ainda. Agora, pergunto para mim mesmo: O que seria da vida se ela fosse desprovida de riscos e emoções, de erros e acertos, de buscas e evoluções? Não sei, só sei que não soa como vida. Mas eu conheço um ditado que, para esse caso, soa bem: “quando a água bate na bunda ...”

Bom, de volta das excelentes férias que passei com os meus pais, em que tive a oportunidade de conhecer um pouquinho do velho continente e o tanto de história que está alicerçado em sua evolução (em breve um post especialmente dedicado a essa viagem), venho, por meio deste texto e totalmente influenciado pelo mestre dos blogs Alexandre Inagaki, traçar as minhas metas para o próspero e venturoso 2008, com a esperança de que, em 2009, o balanço dessas metas seja positivo.

1 – A primeira e mais importante meta para o ano novo é, indubitavelmente, sustentar a casa que, em menos de quatro meses, estarei dividindo com a minha digníssima esposa. Eu sei que muitos ao lerem essa parte do texto ficarão preocupados comigo, mesmo porque esse blog quando pouco visitado é visitado por amigos, mas a verdade é que ainda não sei como farei para ganhar 1 real no final deste mês. Em maio a água sanitária estará transbordando.

2 – Praticar mais esportes e cuidar melhor da saúde. Acredito que essa seja uma meta meio que universal e comum em pensamentos de festas de reveillon. Tipo, hoje eu afundo o pé na jaca e amanhã eu começo uma vida nova. Dos últimos anos pra cá, tenho feito esta promessa de reveillon todo ano, embora ela sempre se reverta ao contrário. Espero que pelo menos publicando isso aqui no JT eu consiga algum resultado.

3 – Assim como uma das metas de Inagaki, acredito que seja de extrema importância que eu tenha mais organização pessoal para conseguir tocar meus projetos. Enquanto se está jogado no mercado de trabalho sem emprego fixo, a autodisciplina é fundamental para que seja possível encarar o dia-a-dia profissionalmente.

4 – Conseguir realizar o meu projeto de TCC da pós-graduação junto ao ativismo ecológico. Esse trabalho que eu já venho desenvolvendo desde o ano passado consiste em como criar a sua própria web TV e como ela pode se tornar uma importante ferramenta na conciliação do seu trabalho com a sua ideologia.

5 – Ler pelo menos doze livros este ano. No ano passado eu acho que eu li um livro a cada dois meses, média pífia para um jornalista. Agora, um livro por mês, apesar de ainda ser um número modesto, eu posso cumprir tranquilamente e ficar mais afiado na leitura para buscar uma média mais ousada em 2009, embora, para o ano, eu nem ouse os 25 de Inagaki.

6 – Tornar esse blog um espaço mais aprazível, cotidiano e visitável.

7 – Usar mais a minha filmadora digital. Filmar mais, editar mais, entrevistar mais, produzir mais vídeo-reportagens e permear mais pelos campos e possibilidades do audiovisual.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A farsa da farsa


Assisti na minha última aula de história e estética do vídeo, semana passada, e gostei.

O documentário fake do diretor William Karel, Opération Lune (2002), além de se desenrolar como uma sátira bem humorada da duvidosa transmissão da chegada dos norte-americanos à lua em 1969, consegue, por meio de todo o conjunto de sua obra, criar um caráter de contestação ao próprio episódio em questão.

No documentário, Karel forja personagens, falas, diálogos e situações para simular uma prova de que a transmissão da chegada do homem à lua não passou de uma farsa elaborada (em estúdio) pelo então presidente norte-americano Richard Nixon em parceria com o diretor hollywoodiano Stanley Kubrick.

Ao longo do filme, Karel vai apresentando pistas de que Opération Lune carrega em sua tese bem postadas e meticulosas ironias, perceptíveis apenas aos olhares mais cuidadosos, fazendo com que o filme pareça uma obra séria e honesta, e, ao mesmo tempo, provando o caráter fictício do documentário.

A trilha sonora precisamente hollywoodiana e alguns personagens com nomes que ficaram famosos nos cinemas americanos evidenciam esse fato. Por exemplo, Jack Torrance, nome do personagem de Jack Nicholson em O Iluminado (filme de Kubrick), aparece no documentário fake como produtor da Paramount; outro personagem de Opération Lune é David Bowman, que no documentário é astronauta amigo e confidente de Neil Armstrong (primeiro homem a pisar na lua) e cujo nome é o mesmo do comandante da espaçonave Discovery em 2001, Uma odisséia no espaço (também de Kubrick).

Em volta de toda essa chacota, engana-se quem acredita que este filme não passa de um documentário ingênuo e cheio de fanfarronices e arlequinadas. Opáration Lune, engenhoso e perspicaz, levanta a lebre de um episódio que, em si, está cheio de controvérsias e, por meio de uma farsa, estimula e instiga a curiosidade de outra possível farsa.

William Karel parece dizer com todas as palavras: não acredite em tudo que você assiste por aí.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Há males que vêm para o bem


Depois de toda a sujeira que a antiga diretoria envolveu o Todo Poderoso Corinthians, só posso crer que há males que vêm para o bem. Acredito que o Corinthians, acima de tudo, necessita de uma limpeza, seja ela profissional ou espiritual.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Notícias Verdes

O premiê eleito da Austrália, o trabalhista Kevin Rudd, começou ontem seu mandato com a promessa de ratificar o Protocolo de Kyoto, o acordo internacional contra os gases de efeito estufa rejeitado por seu antecessor, o conservador John Howard. No domingo, após uma vitória avassaladora que pôs fim a 11 anos de governo Howard, Rudd prometeu "ação e ação imediata" no combate ao aquecimento global e aceitou o convite do presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, para comparecer à reunião das Nações Unidas sobre o clima em Bali, no mês que vem. A Austrália quer assumir um papel de liderança no encontro. Com isso, os EUA de George W. Bush ficarão isolados como o único país industrializado do planeta a rejeitar o acordo do clima.

Árvore na estrada! Depois de emocionar os cariocas na praia de Copacabana, no último fim de semana, a tora de tauari queimada ilegalmente na Amazônia chega a São Paulo para mostrar a realidade da destruição da floresta. A árvore faz parte da exposição Aquecimento Global: Apague essa Idéia, que estará aberta ao público paulista de sábado a domingo, das 9 às 18 horas, no Parque Villa-Lobos. Veja aqui as fotos do evento no Rio! e assista aqui a reportagem feita pelo Fantástico.

A Drogaria São Paulo está disponibilizando suas lojas à população para a entrega de pilhas. Eles fazem a coleta e enviam o material para ser reciclado na empresa Suzaquim, responsabilizando-se pelo pagamento dos custos que esse reaproveitamento exige. Essa é uma importante iniciativa, lembrando que, segundo estudos, uma pilha na natureza pode contaminar 30 mil litros de água durante 500 anos. Portanto, leve suas pilhas usadas até as lojas da Drogaria São Paulo.

Assine o Manifesto dos Artistas contra a devastação da Amazônia. Basta um clic! http://www.amazoniaparasempre.com.br/

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Dunga não se aplica à própria regra

Em uma das coletivas de imprensa após a pífia apresentação da seleção brasileira contra o Uruguai na última quarta-feira, um jornalista perguntou ao técnico Dunga se ele ainda pensa na possibilidade de convocar os jogadores Ronaldo e Pato, ambos do Milan, para vestir a camisa nove do Brasil. A resposta veio rápida e convicta: “para jogar na seleção brasileira, o jogador deve primeiro se destacar em seu clube. E os dois não estão jogando”.

Agora, me pergunto: em que clube Dunga se destacou como técnico para chegar à seleção brasileira?

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Dois guias interessantes

A BBC Brasil colocou no ar dois guias online bem interessantes: um sobre energia e outro sobre mudanças climáticas. Vale à pena.

Guia de Energia Global - http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1931_energia/index.shtml

Guia Interativo das Mudanças Climáticas - http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/1126_clima/index.shtml