100 anos e grandes irmãos
Há exatos 100 anos, do porto de Kobe ao porto de Santos, navegou o Kasato Maru, primeira embarcação nipônica a aportar no Brasil carregando em seus pavimentos de bordo centenas de imigrantes.
Na ocasião, esses japoneses debandaram para terras tupiniquins em busca de melhores condições de vida, devido à pobreza e ao desemprego que assolava o Japão após o fim do feudalismo e do início da mecanização da agricultura no país.
A bordo do navio havia mais de 700 imigrantes, embora esse número hoje não represente o principal carregamento trazido pelo convés, proa, estibordo e bombordo do Kasato Maru.
A embarcação trouxe consigo, acima de tudo, o início de uma relação de trato mais próxima entre Brasil e Japão. Intimidade que evidentemente enfrentou (e ainda enfrenta) percalços pelo caminho, fator inerente a qualquer tipo de convivência. Mas que hoje, um século depois, torna-se um tanto mais forte, num mundo marcado pela globalização, por um mercado "desprovido" de fronteiras e, principalmente, pela miscigenação, vide os nossos (leia-se: do planeta) isseis, nisseis, sanseis, yonseis, mestiços e dekasseguis.
Sinto-me feliz e orgulhoso em pensar que este acontecimento centenário me trouxe verdadeiros irmãos (in)diretamente oriundos dessa curiosa terrinha. Saudação a vocês!
Na ocasião, esses japoneses debandaram para terras tupiniquins em busca de melhores condições de vida, devido à pobreza e ao desemprego que assolava o Japão após o fim do feudalismo e do início da mecanização da agricultura no país.
A bordo do navio havia mais de 700 imigrantes, embora esse número hoje não represente o principal carregamento trazido pelo convés, proa, estibordo e bombordo do Kasato Maru.
A embarcação trouxe consigo, acima de tudo, o início de uma relação de trato mais próxima entre Brasil e Japão. Intimidade que evidentemente enfrentou (e ainda enfrenta) percalços pelo caminho, fator inerente a qualquer tipo de convivência. Mas que hoje, um século depois, torna-se um tanto mais forte, num mundo marcado pela globalização, por um mercado "desprovido" de fronteiras e, principalmente, pela miscigenação, vide os nossos (leia-se: do planeta) isseis, nisseis, sanseis, yonseis, mestiços e dekasseguis.
Sinto-me feliz e orgulhoso em pensar que este acontecimento centenário me trouxe verdadeiros irmãos (in)diretamente oriundos dessa curiosa terrinha. Saudação a vocês!














